quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Semana Nacional de Incentivo ao Sling!

Sem ter conhecimento de que a Semana Nacional de Incentivo ao Sling (proposta pela Baby Wearing Brasil) estava acontecendo, postei um texto sobre minha experiência com o uso do sling! Agora, depois de ter participado do encerramento da SNIS na Redenção domingo passado, venho complementar meu post anterior com as lindas fotos retidadas por Giles Camargo (parabéns pelo belo trabalho!) e com os conhecimentos que adquiri durante o encontro!

O uso do sling pode parecer complicado a primeira vista, mas garanto (por experiência própria) que vale a pena investir tempo aprendendo as várias formas de uso! No encontro de domingo aprendi uma nova forma (que agora é a preferida da Anna) de posicionar o bebê no sling. Quem me ensinou foi a Lili, idealizadora da Baby Koalla, que tem uma linda linha de slings feitos aqui em Porto Alegre! Vale a pena conferir!

Seguem as fotos do domingo ensolarado e feliz, cheio de trocas de experiências e energizado pela presença de tantos bebês e crianças!













quarta-feira, 12 de outubro de 2011

A magia do sling!

Gente, não sei se a Anna é o bebê mais lindo do planeta ou se é o sling que causa tanta sensação pelas ruas (quem sabe as duas coisas)! Dá de tudo: tem aqueles que acham aquele pano enrolado uma coisa das cavernas, outros acham super inovador; gente que se admira de ver como o bebê fica confortável, gente que pergunta se não estou machucando o bebê daquele jeito. Unanimidade mesmo só os olhares e sorrisos que a Anninha arrecada a cada passeio (que mamãe corujaaaa!)!
Bom, o post de hoje é para passar mais informações sobre o tal do sling. O que uso com a Anna é o que comprei quando a Clara nasceu. Acabei não usando muito com ela (não sei se porque era verão, se eu não soube usar direito ou se ela não gostava mesmo) e agora com a Anninha não consigo viver sem! Uso pra pra ir no supermercado, pra passear na pracinha, pra ficar em casa, pra ajudar na hora do soninho e por aí vai... Não tem coisa melhor! O bebê fica pertinho da mãe (sentindo-se protegido e cuidado), pode ver o mundo de forma mais ampla do que só deitado ou sentado no carrinho e a mamãe fica com as mãos livres para continuar suas atividades diárias!
Comprei pela internet de uma loja em Gramado, o nome é BabySlings, eles tem até uma cartilha bem interessante explicando como usar o sling! Sei que também aqui em Porto Alegre tem diversas marcas e modelos à disposição (há 4 anos não tinham tantas opções), basta procurar!
Abaixo algumas fotos (ter uma irmã fotógrafa não tem preço, valeu Carol Essan!) minhas e da Anna no sling pra ilustrar a utilização.






sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bebê vegano?!

Encontrei este maravilhoso texto sobre alimentação vegana para bebês e não tive como não compartilhar com vocês! Ele foi escrito por Eric Slywitch, autor do livro Alimentação sem carne e está disponível no blog dele. Muito útil para mamães veganas como eu, ou que estão em busca de uma alimentação rica e saudável para seus pitocos! A Anna (agora com 6 meses) já começou a comer frutinhas (banana é a preferida) e suco (laranja do céu) e continua super firme no leite materno! Vou me organizar com as papas salgadas agora...

Boa leitura! :)


17 DICAS: ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

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Nesse texto fornecerei algumas dicas, muitas delas baseadas nas orientações da Sociedade Brasileira de Pediatria.

1) A amamentação deve ser exclusiva até os seis meses.
2) A amamentação deve ser mantida até os 2 anos de idade (segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria).
3) A partir dos 6 meses deve-se introduzir, gradualmente, outros alimentos.
Importante: a fase de introdução de alimentos, a partir dos 6 meses de idade, é uma das fases mais críticas, onde a ocorrência de desnutrição pode se instalar. Muito cuidado nessa fase! Mantenha o acompanhamento médico/nutricional.
4) A oferta inicial de alimentos a partir de 6 meses de idade pode se iniciar com frutas ou cereais. No Brasil costumamos iniciar com frutas, mas em alguns países os cereais são os primeiros alimentos introduzidos. Nenhuma fruta é contra-indicada. Os sucos devem ser utilizados após as refeições principais, e nunca em substituição a elas. Utilize, no máximo, 240 ml/dia.
5) Após os 6 meses, os alimentos oferecidos devem ser introduzidos 3 vezes por dia, começando-se com 1 refeição e aumentando gradativamente até chegar a 3 (veja o item 13).  A criança deve manter a utilização do leite materno.
6) Os alimentos devem ser oferecidos sem rigidez de horários, portanto, respeitando a vontade da criança.

7) As papas oferecidas devem ter sempre a consistência de purê (oferecido com colher), pois mantém maior densidade calórica do que as sopas. Procure adicionar o mínimo de água possível para fazer as papas. Quando for possível, apenas amasse os alimentos, sem adicionar água. Isso preserva maior densidade calórica e protéica na refeição. Jamais acrescente leite ou açúcar nas papas!
8) Com o decorrer dos meses deve ser modificado a consistência da dieta até atingir o padrão da alimentação da família.
Com um ano de idade pode ser oferecido alimento na mesma consistência do que é utilizado pela família.
9) Evitar o consumo de açúcar, café, enlatados, salgadinhos, balas e refrigerantes. O uso de sal deve ser feito com moderação.

10) Atenção: na impossibilidade do aleitamento materno deve-se utilizar fórmulas lácteas (que podem ser à base de soja) específicas para a substituição do aleitamento materno. Esses compostos são desenhados com perfil mais próximo de substituição do leite materno e têm exatamente essa finalidade. Jamais improvise!!!
Há fórmulas que podem ser utilizadas para crianças veganas.
11) Para os que utilizam ovos, esse pode ser introduzido entre o sexto e sétimo mês. No passado, utilizava-se o ovo apenas após a vacina contra o Sarampo ser aplicada (9 meses de vida), por medo de reação alérgica à vacina. Ao utilizar o ovo, a criança poderia se sensibilizar às suas proteínas e, ao receber posteriormente a vacina do Sarampo, desenvolver reações alérgicas. Devido à raridade que esse quadro ocorre, a maioria dos autores não contra-indicam mais a abstenção do ovo antes de tomar a vacina.

12) Não utilizar mel durante o primeiro mês de vida, pois ele pode veicular esporos do Clostridium botulinum, capaz de causar botulismo.
13) A primeira papa “salgada” costuma ser oferecida entre o sexto e sétimo mês de vida e segunda papa "salgada" entre o sétimo e oitavo mês de vida.
As oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas...) apresentam diretrizes controversas. Alguns autores recomendam seu uso após o primeiro ano de idade ou após o terceiro se os pais são alérgicos a esses produtos. Outros, autorizam seu uso logo ao se iniciar as papas "salgadas".

Deve-se utilizar óleos, especialmente os de linhaça, oliva e soja, pela melhor relação do ômega-6 com ômega-3. Leia mais sobre esse assunto na Seção "Nutrientes - Ômega-3" desse site.


14) As misturas (papas) devem conter os seguintes grupos alimentares para as crianças veganas:
Cereaisarroz, macarrão, quinoa, milho...
Feijãoqualquer tipo, o que inclui ervilha, grão-de-bico, lentilha, tofu...
Vegetal amiláceobatata, inhame, mandioca....
Verdurascouve, brócolis, mostarda...
Legumescenoura, abóbora, abobrinha...
Óleoslinhaça, oliva e soja...

É mais adequado oferecer cada grupo separadamente (mas na mesma refeição) para que a criança aprenda a distinguir os diferentes sabores.
O grupo dos feijões é o mais concentrado em proteínas e, por isso, nunca deve estar ausente nas papas.
15) Pode ser necessário 8 a 10 exposições do mesmo alimento para que ele seja aceito pela criança. Seja paciente!!

16) Exemplos de ingredientes de papas veganas:

Papa de tofu com arroz:
Tofu – 60 gramas
Arroz cozido – 100 gramas
Quiabo – 30 gramas
Feijão – 15 gramas
Cebolinha – 5 gramas
Óleo de oliva – 5 gramas
Sal – pouco

Papa de mandioca com ervilha:
Ervilha – 70 gramas
Mandioca – 140 gramas
Abobrinha – 20 gramas
Couve – 20 gramas
Óleo de soja – 5 gramas
Cebolinha – 5 gramas

Os alimentos mais macios podem ser refogados e quando amolecidos serem misturados aos outros que foram cozidos separadamente por serem mais duros (feijões e cereais).
17) ATENÇÃO: As proporções desses alimentos utilizados podem ser muito diferentes de uma criança para outra. Por isso, apesar dessas dicas serem importantes, não se aventure sozinho na elaboração da dieta do seu filho. Mantenha companhamento nutrológico e nutricional do seu filho.http://www.alimentacaosemcarne.com.br/pontos-de-venda/clinica-dr-eric-slywitch