domingo, 27 de março de 2011

A mastite e eu!

Nem tudo são flores no caminho da maternidade... O importante é não esquecer que é retirando as pedras do caminho que nos tornamos mais fortes e sábias!

Bom, ao contrário da amamentação da Clara, a primeira semana da Anninha apresentou algumas dificuldades... Muito leite, muito amor e também muita fome da menininha que nasceu com 4.200g! O leite veio com tudo e algumas rachaduras apareceram no bico do seio. Até aí, tudo bem, a Anna mamava bastante e eu pesquisei como tratar das rachaduras e aos poucos estavam melhorando!

Pouco antes da Anna completar 10 dias de vida fiquei com febre alta (38,7) e me sentindo muito cansada, com calafrios pelo corpo, parecia que tinha pegado uma gripe forte! Reparei, também, um vermelhidão inchado no meu seio esquerdo (bem o que tinha tido rachaduras) e acabei voltando para o Mãe de Deus pois aqueles sintomas que iniciaram de noite não passaram durante todo o outro dia...

Era mastite. Tive que iniciar com antibiótico para parar a inflamação e no dia seguinte já estava me sentindo outra pessoa! Super disposta! O que me deixou tranquila foi saber que não preciso parar de amamentar, bem pelo contrário: como a produção de leite é muita quanto mais a Anninha mamar, melhor!

Seguem mais informações sobre a mastite:

O que é? 

A mastite é uma inflamação da mama que às vezes pode se transformar (bem rápido) em infecção bacteriana. Você pode se sentir como se tivesse pego uma forte gripe -- e bem na hora em que precisa de mais energia. Os seios podem apresentar áreas vermelhas, sensíveis e quentes, que ficam inchadas. É o chamado "leite empedrado" -- na verdade, um ducto mamário entupido. Como o leite não consegue passar, ele se acumula e causa inflamação e inchaço no local. 
Entre os sinais da mastite estão calafrios, febre acima de 38,5 graus Celsius e cansaço generalizado. Na maioria dos casos, esses sintomas não se devem a uma infecção por bactérias, e sim pela entrada do leite nos vasinhos sanguíneos dos seus seios, fazendo com que seu corpo trate a substância como uma "proteína estranha", que precisa ser combatida. 
Se você medir a temperatura e o termômetro mostrar febre, confirme a medição com o termômetro na boca. Às vezes a região da axila fica quente por causa de uma elevação da temperatura na região do seio. 
Os casos de mastite não são raros: afetam cerca de 10 por cento das mulheres que amamentam -- e até aquelas que decidiram não amamentar. A mastite pode aparecer mais de uma vez na mesma mulher, mas é improvável que aconteça nas duas mamas ao mesmo tempo (se é que isso serve de consolo). 

Qual é a causa? 

Hoje já se sabe que na maioria das vezes a mastite é causada pela "estase láctea", ou seja, o leite "volta" porque sua eliminação é menor que sua produção. Isso acontece principalmente quando o bebê não esvazia totalmente o seio quando mama. 
O motivo mais comum para o surgimento do problema é a pega incorreta do bebê no seio. Se você e seu bebê não tiverem conseguido fazer com que ele 
abocanhe direitinho a mama, o leite não sairá na quantidade adequada. Também há outras causas para a mastite, como a persistência do ingurgitamento natural dos seios, depois que o leite "desce" pela primeira vez, a imposição de uma rotina muito rígida para a amamentação e até um trauma (como uma batida) no seio. Tudo isso pode provocar a estase láctea, que leva à mastite. 
A mastite infecciosa pode aparecer a partir da estase láctea, ou pode ser causada por microorganismos invasores, embora não se saiba ao certo como eles penetram na mama. Uma das possibilidades é que eles entrem pelas 
rachaduras nos mamilos.
Outros especialistas acreditam que tanto a mastite quanto as rachaduras nos seios são consequência do mesmo problema, a pega inadequada do bebê na mama, daí a presença dos ferimentos nos mamilos quando há mastite. 
Mães de primeira viagem correm mais risco de ter mastite, mas isso não quer dizer que as mulheres fiquem imunes a ela a partir do segundo filho. A mastite pode aparecer a qualquer momento durante a amamentação, mas é mais comum no primeiro mês após o nascimento, quando você, seu corpo e seu bebê ainda estão aprendendo como o processo do aleitamento funciona. 

Qual é o tratamento? 

Não pare de amamentar. Isso só vai agravar a mastite. Procure seu ginecologista imediatamente. Se não conseguir falar com ele, procure o pediatra do seu filho ou a maternidade em que deu à luz. Dependendo da gravidade da mastite, o médico pode prescrever antibióticos. 
A maioria dos antibióticos para tratar a mastite pode ser tomada sem prejudicar o bebê, mas não deixe de confirmar com o médico. Peça também mais orientações sobre como amamentar -- uma boa idéia é levar o bebê com você e mostrar como ele está mamando. 
O médico deve receitar também repouso, analgésicos e compressas quentes. Um dia depois da primeira dose de antibiótico você já deve começar a se sentir melhor, mesmo que não haja infecção bacteriana, já que o medicamento ajuda a reduzir a inflamação. 
Se o problema básico estiver na pega do bebê no seio, porém, os antibióticos serão só uma solução temporária. Para que você não volte a ter mastite, é importante garantir que a criança esteja mamando direitinho. Leia nosso 
guia da amamentaçãopara descobrir se seu filho está abocanhando direito o seio na hora de mamar. 
Consulte também o artigo sobre o tratamento para os 
ductos entupidos, para aprender a cortar pela raiz o problema que costuma levar à mastite. 
Há mães que têm receio de tomar antibiótico logo de cara, mas é preciso acompanhar a mastite com cuidado, porque se não for tratada ela pode se transformar num abcesso, um problema mais grave que exigirá atendimento médico de urgência (e às vezes até cirurgia), pois ele terá que ser drenado. 

De qualquer maneira, se você tiver mastite, vale a pena seguir as dicas abaixo: 
• Tenha certeza de que seu bebê está pegando bem o seio. 
• Experimente 
posições diferentes para amamentar, para ver se o bebê pega melhor o seio. 
• Amamente sempre que puder, para manter a mama afetada o mais vazia possível. 
• Ordenhe o excesso de leite com as mãos ou com uma bombinha depois da mamada, se sentir que o bebê não chegou a esvaziar o peito. 
• Algumas mulheres preferem tirar o leite com a bombinha porque acham que ela é mais eficiente que o bebê para esvaziar o peito -- e principalmente quando estão com os 
mamilos rachados. Depois dão o leite materno ao bebê no copinho ou na mamadeira. 
• Se você estiver se sentindo indisposta, descanse o máximo que puder, e não recuse ajuda nos cuidados com a casa. 
• Talvez você sinta algum alívio com a aplicação de compressas quentes na área afetada, ou com uma boa chuveirada com água quentinha. Há outras mulheres, no entanto, que se sentem melhor com compressas frias. 
• Experimente fazer uma leve massagem nos seios enquanto o bebê está mamando, para ajudar o leite a sair. Mas cuidado: uma massagem muito vigorosa pode até piorar a mastite, empurrando mais leite materno para dentro dos tecidos da mama. 
• Você também pode tomar analgésicos para a dor. Alguns antiinflamatórios e o paracetamol podem ser tomados durante a amamentação. Converse com o médico. 

Quanto tempo a mastite demora para sarar? 

Quando diagnosticada cedo, a mastite responde rápido ao tratamento. Se seu médico tiver receitado antibióticos, tome toda a dose recomendada, mesmo que já esteja se sentindo 100 por cento melhor. Caso ao fim do tratamento seus seios continuem sensíveis e você ainda estiver com febre, volte a consultar o médico. 

Devo parar de amamentar se tiver mastite? 

Não. Na verdade, é importantíssimo continuar amamentando, mesmo com mastite. Sim, dói, e bastante, mas o bebê precisa mamar o máximo que conseguir para tirar a maior quantidade de leite possível do seio. Antes de cada mamada, aplique compressas quentes nas mamas -- isso vai aliviar a dor e facilitar a saída do leite. 
Se seu filho não esvaziar sua mama inflamada depois da mamada, termine de esvaziá-la com uma bombinha. E, se dar de mamar for simplesmente insuportável de dor, tente 
ordenhar o leite e dá-lo ao bebê no copinho ou na mamadeira. 

Meu bebê será prejudicado? 

Por pior que você esteja se sentindo, seu filho não será afetado, e não há problema nenhum em deixá-lo mamar no seio que está inflamado. Mesmo que a mama estiver infeccionada e o bebê ingerir bactérias junto com o leite, essas bactérias serão mortas pela acidez do sistema digestivo da criança.


(fonte: http://brasil.babycenter.com/baby/amamentacao/problemas-e-solucoes/mastite/)


4 comentários:

  1. suzana viola rodrigues28 de março de 2011 10:49

    Gisa parabéns pela maternidade e pelo teu blog que é interessante e esclarecedor. Deve ter sido um susto esse surgimento da mastite, mas que bom que tudo foi encaminhado. Bjos e sempre que possivel vou passar aqui pra te acompanhar

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  2. Obrigada Suzana!
    Realmente foi um susto, mas estamos bem...
    Beijinhos! =)

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  3. Thaís Della Giustina29 de março de 2011 15:03

    Gi,

    Muitas vezes, as pessoas creem que a amamentação é uma benção, isto é, que algumas mulheres são mais aptas a amamentar que outras, e que isso é algo definitivo.

    Na verdade, a amamentação é um processo pelo qual aprendemos a conhecer o nosso corpo, os anseios e características do nosso filho etc.

    Mas, mais do que isso, é uma aprendizagem fantástica, não sem obstáculos, claro. Com determinação e vontade, quase tudo se resolve.

    E tudo isso vale a pena (poxa, como vale), quando vemos a carinha satisfeita do rebento, com a boquinha cheia de leite, acompanhando a cada mamada o seu desenvolvimento.

    Ah, o poder de transformar sangue em leite...vivência que transforma.

    Muita luz em mais essa jornada!

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  4. Thaís!
    Que bom ler teu comentário...
    Bem isso mesmo! Cada experiência é diferente e sempre vale a pena amamentar, é muito gratificante mesmo! =)
    Estamos com saudades de vcs!
    Beijinhos!

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